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domingo, 29 de maio de 2011

Colecionador de Desilusões

O breu no qual me vi perdido, sozinho e totalmente desprotegido me fez descobrir que a escuridão estava em meus olhos que eram incapazes de quererem enxergar a clareza que as decepções representam em minha vida e cheguei enfim a conclusão que sou um colecionador de desilusões.
Com o tempo percebi que as frustrações ao invés de me ensinarem a perder, faziam-me sentir-me fraco para persistir novamente, aprendi por isso que tenho que aprender a ser um aprendiz e que ainda que fosse sábio sempre teria algo mais a ter que aprender pois é assim que um colecionador de desilusões faz.
Ébrio, ínfimo perante os outros e talvez até inconseqüente, chame- me do que quiser, apenas não diga que minhas desilusões tornaram-me alguém iludido pelos sentimentos pois meus sentimentos tornaram-me o ser humano que sou: Um ser humano que aprecia o barulho da chuva ou ate se irrita com o mesmo, que gosta de sentir um abraço nos dias de inverno para sentir ainda que por milésimos de segundos o calor de alguém, sou alguém que sonha e que tem perspectivas e ainda que incapacitado e sem forças para mais chorar posso dizer com toda a certeza que o que causou minhas desilusões não foram os sentimentos e sim a ausência deles ou a incapacidade de alguém senti-los por mim.
Colecionar desilusões foi o modo que encontrei de também ter histórias para contar.



Escrito por: Any Kethellen Magalhães

domingo, 1 de maio de 2011

Sem Você

Torno-me impermeável quando caminho sob a derradeira chuva quando penso no quanto sou seco sem você e o quanto isto me destrói por dentro.
É inevitável tentar impedir as lágrimas porém tento negar até o fim que as mesmas já rolaram há muito tempo, pois cada dia sem você é uma razão a menos para sorrir.
Ligeiramente entendi que é impossível tentar comparar-te com as estrelas, ainda mais depois de uma conversa que tive com a lua na qual ela me confessou ter inveja de mim, ela vive rodeada de estrelas de várias dimensões e esplendores diferentes, eu porém, tenho apenas uma estrela muito maior do que eu possa amar e com o esplendor suficiente para iluminar todo meu mundo.
Eterno será o que sinto, pois aprendi que amar não se prende ao discernimento de simplesmente sentir o amor ou nas ações de receber ou remeter, entendi que amar está longe de explicações ainda que saiba que o amor pode incitar diversas formas de viver, com o que sinto sei que amar é como morrer aos poucos se não for recíproco, talvez seja viver em função de apenas uma pessoa quando todos os caminhos indicam que morrer doeria menos, amar também pode ser morrer e continuar vivo ou até mesmo ter que matar alguém dentro de si, entendi também que amar na maioria das vezes é capaz de te fazer ressuscitar para a vida.
E ainda que as borboletas não encontrem mais graça em voar, ainda que as flores percam o sentido de germinarem, se o sol não quisesse mais brilhar, se o vento não quiser mais assoprar as angústias das pessoas que deixaram de amar e ainda que a saudade bata á minha porta e que se passe toda a vida que gostaria de viver ao teu lado, ainda sim direi que valeu tanto tempo esperar sozinho para um dia Receber sua companhia.
E todas as vezes que sentires minha falta olhe para o mundo a sua volta e perceba que ainda que o mudo seja destruído e que não reste nada mais que meras lembranças de um mundo que um dia fora perfeito, lembre que estarei em algum lugar do planeta a sua espera para construirmos um mundo novo cada dia com um sol diferente, seremos nós a fazermos nosso próprio amanhecer e até meus dias se findarem continuarei insistindo que meu mundo é e sempre será você.
Escrito Por: Any Kethellen Magalhães